terça-feira, 25 de julho de 2017

Marido Faxineiro



Até que ponto um marido pode ser corno? Existe algum limite pra inversão de valores? A submissão, por exemplo, deve se limitar ao campo sexual? Ou pode haver extensão desse comportamento no cotidiano do casal? São muitas perguntas sem resposta certa. Hoje vamos falar um pouco sobre nós.
Eu sempre mantive minha submissão restrita ao campo sexual. No dia a dia, ainda recaía sobre mim (o marido) as decisões finais sobre os rumos financeiros e pessoais do casal. Além disso, os afazeres do lar, com algumas poucas exceções, recaiam sobre minha esposa. Ou seja, o típico casal patriarcal tão comum de se encontrar.
Mas, recentemente resolvemos experimentar algumas leves mudanças nesse sentido. Tenho deixado boa parte das decisões por conta da minha esposa. Além disso, tenho procurado ajudar cada vez mais nos afazeres do lar, pra aliviar minha esposa e deixar ela mais inteira pra sair com o namorado. O resultado foi interessante. Valorizei mais o serviço doméstico e percebi a importância de ajudar mais em casa.
De certo que eu estava me sentindo um pouco hipócrita em meu “feminismo festivo” e sem consequências. Se eu tanto falo em defesa da igualdade dos sexos, e mais que isso, divulgo uma forma alternativa em que a mulher é quem comanda as coisas... nada mais justo que sair da minha zona de conforto e experimentar ser um pouco menos “o homem do casal”.
É curioso como a sociedade se choca com essa inversão mesmo que por pequenos gestos. Por exemplo, quando precisamos levar o carro no mecânico pra consertar. É certo que não temos o menor interesse sexual no mecânico (apesar de ser o fetiche de muitos). Mas, o simples fato de ser uma mulher quem leva o carro, conversa com o mecânico, acerta o preço, paga... é algo que causa profunda estranheza em quem está ao redor.
No restaurante, algo que sempre buscamos fazer foi deixar minha esposa pedir a conta e passar o cartão. Até porque ela é quem costuma ficar ligada nos valores e pedidos. Mas, já aconteceu mais de uma vez, dela pedir a conta e o garçom trazer a nota pra mim. Claro que nessas situações, tenho um prazer especial de passar a conta pra minha esposa e pedir pra ela pagar bem nas barbas do garçom que fica perplexo.
 Mas, apenas deixa-la pagar as contas no restaurante e acertar o conserto do carro, já estava parecendo pouco pra quem tanto prega o poder da fêmea nas redes sociais. Foi aí então, que resolvemos experimentar algo mais radical.

Existem demandas que costumamos dividir, como secar e lavar a louça. Mas, o pesado da faxina quem costuma fazer é ela. E foi aí que resolvi interferir e experimentar um pouco dessa nobre função. Passei pano na casa, e confesso que fiquei muito extenuado. No final, quem terminou passando a cera na casa ainda foi ela.
Mas, tudo isso foi só um começo, pra sinalizar o meu esforço no sentido de distribuir melhor os afazeres do lar e quem sabe até assumir esse compromisso pra mim, deixando ela mais livre para o namorado.
É certo de que ao voltar de suas saídas, minha esposa costuma ficar super amorosa e renovada. Nossa relação melhora a cada dia com todas essas experiências. Somos realmente apaixonados um pelo outro.
Além disso, ser um homem do lar pode ser sim muito gratificante e excitante. Outro dia, tive que ficar em casa cuidando das crianças pra ela ter o direito de se arrumar e sair. Foi uma incrível experiência deixa-la sair sozinha como se fosse uma adolescente.
Claro que quando ela voltou, eu já estava louco de tesão por ela, depois de tantas horas de apreensão em casa, cuidando das crianças... e pensando no que ela e o namorado poderiam estar fazendo por tantas horas.
Essa postagem não é uma mensagem moralista, que visa propagar essa prática para os demais casais. É apenas o relato despretensioso do que tem acontecido de novo com a gente. Não sabemos o futuro. Não sabemos se iremos aprofundar essa inversão, conservá-la como está ou retroceder ao que éramos antes. Mas, poder dividir com vocês, já me deixa muito satisfeito.
Sabemos que muitos casais não curtem submissão do marido. E nesses casos, a inversão de valores deve ser mais inusitada ainda. De qualquer forma, talvez tenha alguma valia conhecer o cotidiano de quem pensa diferente. Assim espero. Um grande abraço a todos.
 

4 comentários:

  1. INteressante. Nao sabia que vcs tinham filhos. Eles tem quantos anos ? Admiro a coragem de vcs de levarem esse estilo de vida numa sociedade machista e conservadora , alem de muito hipocrita.

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  2. Os serviços de casa já faço a bom tempo sou que limpo a casa toda, deixando para ela só a parte de cozinha, fazer a comida, o resto eu que faço tudo mesmo assim ajuda também quando esta cozinhando!

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  3. Sempre procurei colaborar com a minha esposa nos cuidados com a nossa casa, principalmente nos dias em que ela tem algum encontro.
    É normal eu ficar com as crianças quando ela sai, adoro ficar imaginar ela sendo devorada por um homem pauzudo, deixando ela toda abertinha.
    É bom demais ver ela chegar em casa feliz, satisfeita e com tesão para dar uma trepada comigo, contando os detalhes do chifre colocado.

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  4. Já vivi assim com minha esposa Cacau. Foi uma experiência impar. Com ela tive os melhores prazeres que uma mulher pode dá a um Homem. Éramos amigos, cúmplices em tudo.

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