segunda-feira, 25 de julho de 2016

Perfil Fake - Afinal, o que leva alguém a fingir ser outra pessoa?



Quantas vezes você dedicou tempo, conversa, fotos, confiança, convencimento pra no final descobrir que do outro lado o perfil era fake. Quanto desgaste emocional, quanta esperança de estar perto de realizar algo diferente, quanto desperdício. Quem no meio liberal não sabe do que estou falando?
Para os leitores que praticam Swing em Marte ou que sejam recém ingressados no meio, não tem problema, a gente explica: Fake é o perfil “falso”. É aquele cretino que se faz de casal. Ou aquela pessoa que não tem a menor intenção de conhecer ninguém, mas fica colhendo informação e fotos de todos, se fazendo passar por outra.
A pergunta que é também o título de post ilustra uma dúvida comum a todos no meio. O que leva um ser humano a se interessar em se passar por outra pessoa? Que tipo de emoção busca o fake ao ludibriar pessoas que optaram por um estilo de vida alternativo? O que querem na verdade esses impostores? O que eles ganham com isso?
O que perdem, nós sabemos bem. Certamente que perdem o tempo deles. E muito tempo é perdido, dada a quantidade de perfis fakes que se multiplicam pelas redes sociais. Infelizmente, não é apenas o tempo deles que é desperdiçado. Mas o tempo de todas as pessoas de boa fé que frequentam os sites, os chats, as redes sociais liberais.
É importante ressaltar que os perfis fakes não se restringem aos ambientes virtuais. Existem os casais “arranjados”, que são capazes de ir a um encontro real ou a boate a fim de troca de casal, ou ménage. Existem homens que contratam garotas de programa para se fazerem de esposa e com isso buscar a experiência de se relacionar com um casal Swing verdadeiro. Algo que esses homens não conseguiriam se tentassem com um perfil de solteiro.
Bem, o fato é que vivemos uma crise de ética no nosso país e no mundo. E isso não poderia deixar de acometer também o meio liberal. As pessoas estão acostumadas a mentira e a buscar o que querem custe o que custar, em prejuízo de outras pessoas.
Para os homens que “arranjam” um casamento a fim de Swing, apesar do nosso repúdio a esse comportamento, fica entendida a lógica clara do tipo de vantagem que eles buscam auferir. Mas, qual vantagem tem o fake virtual, que nem sequer chega a ter a possibilidade de efetivar alguma experiência real com os casais reais?
Claro que não é fácil entrar na cabeça de outra pessoa. Mas, vamos tentar fazer um exercício de análise sobre esses indivíduos. Imaginamos que sejam pessoas frustradas. Aqui, não é a palavra de alguém irritado ou contrariado em ser enganado. É uma análise fria. E sim, friamente acreditamos que sejam pessoas frustradas.
Muitas dessas, provavelmente, se imaginam constantemente vivendo experiências reais. Fantasiam de forma reprimida experimentar o mundo liberal. Mas, são impedidos. Estão amarrados e não podem de fato se tornarem perfil real. Quais amarras impedem essas pessoas de se tornarem reais? Afinal, é justamente o desejo pelo proibido que a tornam fakes.
Para responder essa pergunta, nos fazemos uma pergunta simples: quais os principais entraves para que alguém seja liberal? O primeiro deles é o cônjuge. Certamente, que muitos fakes são profundos adoradores do meio liberal. Mas são casados com pessoas que não compartilham das mesmas fantasias.
Outro grande entrave é o medo e a vergonha. Pode parecer bobagem pra quem já está acostumado a ser do meio. Mas, a timidez, ou até uma criação mais rígida, pode fazer com que pessoas tenham problemas de auto aceitação de seus impulsos sexuais pelo resto da vida. Ficam assim deformadas... e acreditando que aquelas fantasias só poderiam acontecer no campo do imaginário e nunca poderiam ser posta em prática. Ficam, certamente, abismadas ao conversarem com pessoas que vivem esse tipo de experiência na vida real.
Por fim, acrescentamos os colecionadores. Pessoas que sentem enorme prazer única e exclusivamente em colecionar fotos e informação de outros. É uma espécie de voyeurismo, associada ao prazer de mentir e ludibriar. Ao contrário do que possa parecer, essas pessoas não representam perigo, pois elas não possuem intenção e prejudicar a imagem de outras. O que elas desejam é conhecer com profundidade o íntimo das outras. Sem que haja interesse em causar prejuízo a imagem dos outros, mas tão somente, tirar prazer daquelas fotos e informações.
Seja qual for o tipo de fake que esteja enganando vocês, existe algo maior que precisamos muito deixar aqui registrado. Essas pessoas vivem frustradas, tentando viver seus desejos através de pessoas liberais como nós. Os fakes não têm vida própria. Nós somos a fantasia dos fakes.
Não podemos permitir que a ação dos fakes nos tornem pessoas inacessíveis. E muito menos neuróticas. Já tivemos a desagradável experiência de conversar com casais tão assustados com tudo e com todos, que inviabilizou qualquer tipo de aproximação.
Não são raros os casais que não abrem cam, não trocam fotos, não postam fotos que não sejam de membros sexuais, e que até mesmo para o encontro real, existem uma série de barreiras que só dificultam a realização de qualquer fetiche.
A ilusão de que um encontro em boate te protege dos fakes é desfeita assim que se entra nela. A visão de um grisalho com seus quase 70 anos de mãos dadas com uma ninfeta de 19, e roupinha de garota de programa vai confirmar isso que falamos.
Medidas de segurança para abafar suas identidades é sempre bem vinda. Mas, sem exagero. Por quê se vocês realmente quiserem se fechar por completo aos fakes... irão na mesma medida se fechar às pessoas reais. Não há como fechar a porta apenas a quem não interessa.
Certamente, que virá alguém pra defender o CRS (Clube Real Swingers) como a solução para todo esse problema. Nesse caso, falarei exclusivamente pela gente. Se o CRS realmente fosse eficiente em segregar fakes de reais... nós, que somos casal liberal há mais de 10 anos, já deveríamos estar dentro. E não é assim que acontece. Mas, esse foi assunto pra o post anterior.
Aqui, cabe falar que os fakes existem em todos os lugares, em todos os meios, e não existe um meio de filtrá-los com absoluta perfeição. O que podemos fazer é reduzir os riscos com prudência. Mas, jamais permitir que a existência dos fakes intimide ou impossibilite a aproximação real de quem pensa como você e está em sintonia real com sua proposta.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

C.R.S. - Comentário do casal



Nesse post vamos falar sobre nossa experiência com o CRS e a opinião que cultivamos sobre essa rede social tão aclamada no meio liberal. Gostaríamos de deixar registrado que respeitamos muito todas as pessoas que tenham opiniões diferentes. Achamos que a diversidade de pensamento só acrescenta ao blog. Portanto, fiquem a vontade pra nos criticar e também para comentar.
Para quem não conhece o C.R.S., vamos informar: C.R.S. é o site cuja sigla significa Clube Real Swinguers. Em teoria, a ideia é maravilhosa, pois essa rede social propõe eliminar um dos grandes problemas de quem busca conhecer pessoas pela internet: os chamados perfis fakes, já abordados em post anterior, em nosso blog.
No C.R.S. um casal ou single, por sua simples vontade, não consegue se cadastrar. É necessário que se receba um convite de entrada de algum outro casal já dentro do clube. Com isso, os fakes ficam praticamente impossibilitados de entrar na rede.
Para aquelas pessoas mais céticas sobre a eficiência dessa conduta, o C.R.S. estabelece mais uma regra: uma vez convidado e dentro da rede, o perfil precisa ter seu convite ratificado por outros convidados sob pena de perder a validade do convite.
Então, não adianta um marido convidar a si mesmo para criar um perfil fake, pois precisaria que outros casais ratificassem esse convite. Com todas essas regras, o C.R.S. de fato conseguiu reduzir o numero de perfis fakes quase a zero, coisa que não acontece em outras redes socais como o Sexlog, por exemplo.
Que conste que todas essas qualidades do C.R.S. são reconhecidas por mim e pelo meu marido. Admiramos a forma inteligente como o site conseguiu banir os perfis fakes. E até aplaudimos essa postura, já que detestamos os fakes tanto quanto qualquer outro casal liberal. Por fim, reconhecemos até que gostaríamos de estar dentro do C.R.S. Contudo, é justamente aí que entramos com o contra ponto de todas essas qualidades.
Afinal, qual a peneira ideal para se separar o sumo do bagaço? Até que ponto, regras rígidas conseguem ser realmente eficientes nessa filtragem? São perguntas difíceis de serem respondidas. O bom senso seria um caminho. Mas, o bom senso de quem deveria prevalecer? No final, toda essa questão sempre acaba sendo subjetiva.
O que pensamos a respeito do C.R.S. é que a peneira que eles adotaram é muito fina. É tão fina, mas tão fina, que um casal real, com várias experiências, e relativamente bonitos e conhecidos como nós, ainda é segregado como se bagaço fosse.
Mas, então, eis que surge a pergunta: em qual peneira não passamos? Certamente que já recebemos o convite de usuários do C.R.S. E certamente que considerando que somos casal real, aceitamos e até tentamos entrar nessa rede.
Algumas características nossas, nos impediram de receber a ratificação de outros usuários. E vamos destrinchá-las nesse post, uma a uma.
Algumas características que dificultaram nossa entrada no C.R.S. :
1 - Não gostamos de frequentar festas, eventos ou boates.
Somos um casal muito discreto. Não nos sentimos a vontade em grupos de amigos. Muitas das vezes, pessoas que já se conhecem de anos. Nos sentimos intrusos, até mesmo nas conversas. Preferimos sentar casal com casal e irmos ajustando afinidades.
Além disso, geralmente essas festas, eventos ou boates, além de muito dispendiosos, são organizados em locais longe da nossa residência. A violência cotidiana, as restrições financeiras, o desconforto do trânsito... tudo isso nos afastou desses eventos.
E onde tudo isso implica a não aceitação no C.R.S.? Bem, para o ingresso nessa rede, não basta receber o convite. É preciso que haja uma ratificação de outro casal, dentro de certo prazo, que não é grande.
Diante disso, recebemos um convite, num dos raros eventos que fomos. Mas, como raramente vamos, nosso prazo para receber a ratificação foi expirado. Então, pro C.R.S. é como se fôssemos um casal fake.
2- Não praticamos Swing ou ménage com frequência e constância.
Se fôssemos aquele tipo de casal que dedica uma cota dos finais de semana exclusivamente para Swing ou ménage, certamente teríamos mais facilidade de sermos aceitos e receber a ratificação do C.R.S.
Mas, não temos esse perfil. Fazemos eventualmente, quando nossa vida corrida nos permite e quando o clima favorece. Não é algo que seja presente em nossa vida cotidiana.
Certamente que, se estivéssemos em um grupo, praticando Swing todo o final de semana, já seriamos do C.R.S.
3 – Preferimos pouquíssimas relações bem mais íntimas a muitas relações bem menos intensas.
É uma questão de gosto. Respeitamos muito quem prefere ter um leque de aventuras mais aberto do que o nosso. No nosso caso, sentimos o sexo bem melhorado a medida em que se consegue estabelecer uma relação de confiança e intimidade. Isso é algo demorado e não se atinge isso trocando de parceiros a cada final de semana.
Da mesma forma, isso nos dificulta ser aceitos pelo C.R.S. pois o ingresso presume que você esteja bem ativo, saindo com um grupo ou ao menos, pessoas diferentes dentro do prazo de validação do convite.
Por fim, somos obrigados a relatar algo bastante desagradável que aconteceu com a gente há alguns anos atrás. Conhecemos um casal no Norte Shopping, que nos disse que tinha C.R.S. A ideia era meu marido me ceder para o casal fazer ménage feminino comigo.
Nos encontramos no Shopping, conversamos bastante. De acordo com eles, eles gostaram de mim. Curiosamente, eu meu marido até gostou da esposa do casal, mas sabia que essa possibilidade não estava em questão.
Pelo meu marido, ele me cederia numa boa pra esse casal. Afinal, ele adora assistir. Mas, eu não gostei do marido do tal casal. Sendo assim, não havia muito mais o que propor, já que eles estavam fechados a qualquer contato com homem.
Cientes de que somos um casal real, perguntei educadamente se o casal se importaria em nos convidar para o C.R.S, visto que o convite anterior que recebemos já havia expirado o prazo de validação.
E é justo aí que entra a situação tão desagradável. Eles basicamente recusaram nos convidar alegando que se não haviam tido relação sexual comigo, não poderiam atestar que somos um casal real.
Veja, tudo isso foi posto pra gente, após uma boa conversa em Shopping por mais de 2 horas, com confidências pessoas e conversas sobre nossas vidas íntimas e tudo o mais. Era óbvio pra eles que éramos um casal real. Até porque nunca iríamos até um Shopping tão longe da nossa casa só pra ganhar um convite.
Sem dúvida, essa foi a forma vingativa que eles arrumaram para nos agredir pela rejeição que sofreram. Foi quase uma coerção, ou assédio, para trocar um convite de C.R.S. por sexo. Infelizmente, gostaria de dizer que isso é um caso isolado. Mas, não é. Já ouvimos falar de situações parecidos de outros casais. 
Afinal, o que é necessário para que um casal credencie outro como real? Uma conversa por horas em Shopping, vendo que são um casal real, com aliança e histórias pra contar juntos, não basta? Somente o sexo é capaz de credenciar?
E se meu marido tivesse alugado uma garota de programa pra eles transarem? Aí sim, seríamos aceitos pelo C.R.S. como casal real?? Ser aceito no C.R.S. depende apenas do quão disposto alguém está para contratar uma garota de programa? Esse é o grande filtro?
Quantas vezes vamos a uma boate e nos deparamos com um nítido casal forjado? Como filtrá-los se eles estão todo o final de semana na boate? E aquele empresário rico que aluga uma ninfeta todo final de semana pra frequentar o meio liberal? Ele é aceito no C.R.S.?
São muitas perguntas. Mas, o que de fato sei é que eu, casada em igreja há mais de 1 década, com filho, experiências muitas no mundo liberal, não sou aceita como real. E se tivéssemos contratado uma garota de programa para aquele casal, já estaríamos aceitos. Na nossa opinião, aqui estão claras distorções sobre a metodologia de filtragem do C.R.S.
Já que apenas criticar não adianta, eis aqui nossa sugestão: parem de querer definir o que é e o que não é um casal. Casal pra gente é um homem e uma mulher. Se eles são casados, amantes, namorados, ficantes, enrolados... essa é uma questão pra ser filtrada por quem for conhecê-los pessoalmente. Em nossa opinião, não faz tanta diferença assim pra gente o real estado civil de quem for transar com a gente, contanto que estejam dispostos a viver uma aventura real, com entrega e  sem pressa. Ou seja, várias saídas pra ganhar intimidade.
Ao site, o tipo de fake que, em nossa opinião, deveria ser filtrado é tão somente o homem que se passa por casal. Ou o casal horroroso que se passa pelo casal lindo. Ou ainda o homem horroroso que se passa pelo homem lindo. Esses sim, são fakes fáceis de serem filtrados. Bastava a indicação de um único casal que comprovou em encontro real que se trata de um homem e uma mulher condizentes com as fotos anunciadas. Se assim fosse, já estaríamos dentro do C.R.S.
Gostaríamos de deixar exposto que, assim como nós, muitos outros casais reais, devem estar sendo deixados de lado, marginalizados dessa rede, por não conseguir transpassar essa peneira. Afinal, é muito bom evitar a entrada de fakes numa rede. Mas, de nada adianta ser tão eficiente nisso e ao mesmo tempo impedir a entrada de casais reais.

Texto: Sra.Cuck (Esposa)