terça-feira, 21 de junho de 2016

Sinais de Fumaça



Olá, leitores e seguidores.
Em primeiro lugar, quero muito agradecer a todos os leitores que dedicam tempo a lerem nossas postagens e a comentarem. Foi uma grande surpresa pra nós a boa aceitação do blog junto a vocês. Ficamos tão lisonjeados com os elogios que resolvemos postar mais.
Faz tempo que não postamos nada. A verdade é que não tínhamos realmente nada demais acontecendo em nossa vida. Só trabalho, amigos, família... nada fora do comum. Estávamos numa fase bem morna, em que nada acontecia de especial, que justificasse uma postagem.
Outro dia, num bate papo virtual, um casal amigo me contou uma aventura, em que a esposa havia usado um pingente de dama de espada numa festa, e que a partir daí acabaram sendo abordados por um single muito interessante. A história deles é longa pra contar aqui. Mas, o fato é que esse casal estava ainda mais parado que a gente, por conta de problemas pessoais. Pelo que o marido me contou, o clima na casa deles, há tempos que não era dos melhores.
Mas, de acordo com o marido, a compra do tal acessório serviu bem ao propósito de trazer eles de volta ao fetiche, antes totalmente posto de lado. O marido me confidenciou isso e me sugeriu tentar a mesma estratégia com a minha esposa, como uma forma delicada e perspicaz de trazer esse assunto de volta.
Enfim, fiquei curioso e dei uma espiada na tal loja. Confesso que fiquei um pouco desapontado pelo amadorismo do site e suas funcionalidades. Achei algumas coisas caras e outras sem propósito. Mas, acabei achando o tal pingente e alguns produtos interessantes.


Resolvi experimentar a estratégia sugerida pelo amigo e fiz uma compra pequena. Mesmo diante da indicação, sou desconfiado e não gosto de sair comprando assim em sites que não conheço. Mas, fiz a experiência. 


 Comprei a tal da famosa tornozeleira com pingente de pimenta. Não era um produto caro e tinha tudo haver com nosso fetiche. Notei que na descrição do produto no site, a tornozeleira de pimenta não era indicada apenas ao Cuckold, mas também uma simbologia de casamento aberto ou adepto ao Swing. Era algo que não sabíamos.
Aliás, por falar nisso, descobrimos no site que eles administram um blog liberal, com postagens bem curiosas sobre os mais variados fetiches. É assunto pra outra ocasião. Mas, de qualquer forma, segue o link:

http://sodomaegomorrafetiches.blogspot.com.br/ 


Assim que o produto chegou, corri para ser o primeiro a receber a caixa. Queria fazer uma surpresa. E quando presenteei minha esposa, admito que eu temia que ela achasse que eu estava forçando a barra pra voltarmos. Mas, pra minha surpresa, ela sorriu. 


Aquele sorriso foi, pra mim, como se tivessem abrindo a porta da sacanagem e estendido o tapete vermelho a minha frente. Fiquei empolgado com a reação dela. Ela experimentou o produto e ficou toda prosa em frente ao espelho. Realmente, não sou podólatra, mas ficou um charme. Não acham?


Resolvi chamar ela, e mostrei outros produtos da loja. Ela achou interessante e me pediu autorização para comprar “outras coisinhas”. Fiquei temeroso de deixar o cartão de crédito com ela. Afinal, sabemos como são as mulheres. Mas naquele assunto, valeu a pena o risco. 


Então, deixei ela à vontade, liberei o cartão e sai do quarto. Ela fez as compras dela e comentou o fato de que havia muito tempo que não íamos a uma boate. Era tudo o que eu queria ouvir depois de quase um ano sem fazer absolutamente nada sobre o assunto.
Quando as compras dela chegaram, havia uma camisa Cuckold e o tal pingente de dama de espadas que eu havia comentado com ela. Foi ótimo conseguir resgatar o fetiche em nossa vida. Antes parecíamos um vulcão extinto. Agora, parece que uma pequena erupção pode estar se iniciando. Sinais de fumaça, eu acho.
Fomos a tal boate, lá na Barra. Foi legal, apesar de não ser o nosso estilo ficar indo em boates. Mas, serviu bem ao propósito. Não rolou nada, antes que me perguntem. Apenas assistimos alguns casais efetuando trocas. Naquele dia, estávamos ali só pra observar mesmo. Voltar ao meio precisa ser aos poucos mesmo.  
Mas, tudo aquilo nos serviu pra um outro propósito. Minha esposa, sapeca do jeito que é, me fez o desafio de irmos a caráter (com as roupas e acessórios Cuckold que compramos) em um evento careta. Ela queria saber se eu tinha coragem. E eu, topei o desafio. Que loucura. Afinal, até onde vai a coragem de um corno manso?




Na verdade, não era um evento tão careta assim. Era um Show de sertanejo. Tinha um monte de jovens. Alguns acho até que deviam fazer coisas bem piores que a gente. Mas, foi o suficiente pra me deixar de cara no chão. Fiquei sim morrendo de vergonha, admito.
Teve gente que passou pela gente e ficou comentando sobre a camisa com o casal de 3. Outros, acho que nem notaram ou  fingiram muito bem. Seja como for, foi uma adrenalina bem diferente essa de se expor dessa forma. 


Claro que fiquei morrendo de medo de aparecer algum conhecido. Mas, minha esposa parecia nem ligar. Quando questionei ela, ela me respondeu que ninguém tinha nada haver com a nossa vida. E que não iria esquentar com o que os outros pudessem pensar da gente.
Bem, na verdade, no fetiche Cuckold, imagino que os outros pensariam muito mal dela sim. Como se sabe, ela é a “putinha”. Mas de mim, acho que pensariam ainda pior, né? O “corno manso”. De acordo com a Nextel, “rótulos não me definem”. Enfim, isso já é outro tipo de discussão. Talvez sirva de assunto pra outro post. 


Mas foi muito bom. Essa coisa de se expor... de correr o risco aos olhos dos outros.... me envergonhou, mas excitou também. Foi adrenalina pura. Minha esposa, então... foi ao delírio. Afinal, estava ali estampado nas nossas caras e na minha camisa, pra quem quisesse ver, que eu libero minha esposa. Uma loucura. Não sei, honestamente, se terei coragem pra repetir isso. Transamos como loucos, e voltamos a falar muita sacanagem na cama.


No final, toda essa história serviu pra contar como fizemos pra aos poucos ir voltando ao mundo liberal, depois de tanto tempo sem fazer nada. Com minha esposa mais solta e sapeca, acho que o clima pode voltar a esquentar. Vamos ver como vai ser.