segunda-feira, 14 de março de 2016

A Fêmea Alfa




No universo Cuckold, três personagens costumam figurar como um padrão: O marido Cuckold (aquele permissivo), o Comedor Bull ou macho alfa (que adora se relacionar com a esposa do outro) e a Hotwife (a esposa quente ou chamada algumas vezes de promíscua, que aceita ou se interessa em ter relações fora do casamento).
Da minha parte, de marido Cuckold, posso dizer que não me tornei assim por qualquer experiência mal vivida ou trauma. É certo que muitos analistas poderiam me julgar dessa forma. Mas considero que esse é o meu instinto natural.
Quando eu era pequeno, e tinha apenas uns 8 ou 10 anos, ainda não tinha minha sexualidade aflorada, nem definida. Eu era apenas uma criança. Mas, lembro que nas brincadeiras que tinha com minha prima, fazíamos que eu era o marido e ela era a esposa.
Curiosamente, tanto pra mim, quanto pra ela, na brincadeira, apesar de inocente, havia a necessidade dela me provocar sendo cortejada por terceiros personagens. Isso aumentava o clima nas histórias que inventávamos. Criava a necessidade de disputa entre homens e com isso,  mais aventura.
É certo que minha prima adorava ser o centro das atenções masculinas, mesmo sendo uma criança. E da minha parte, ficava claro que me sentia mais vivo tendo que aceitar ela brincar de ser namorada de outro, pra eu ter que lutar por ela depois.
Considero que o fetiche Cuckold foi a evolução natural dos meus instintos. Eles sempre existiram, desde criança. Imagino que muitos são os homens que nascem com esse mesmo instinto, mas que, por não se aceitarem como são, lutam contra eles mesmos a vida inteira.
É importante que se diga que, apesar da minha natureza me canalizar em direção a uma relação em que eu me foque numa única  mulher, que seja, de preferência “promíscua”, isso não significa que eu não tenha atração por outras mulheres.
Falo por mim, que adoraria ser casado com duas, três ou quatro mulheres. Mas, certamente, se isso acontecesse, eu iria liberar todas elas para viverem aventuras fora do casamento. E ficaria muito curioso para ouvir as historias de todas elas. Isso porque é a minha natureza. Não posso mudá-la.
Se a minha natureza de marido Cuckold é muitas vezes mal compreendida, certamente que  a natureza da Hotwife é menos ainda. As mulheres são muito mais complexas que os homens e sua sexualidade sofre mais influencias externas e sociais ainda, o que torna tudo mais complicado de se avaliar.

Na minha humilde opinião, penso que existam três tipos de Hotwifes no universo Cuckold. Pra quem não se aprofunda no assunto, todas elas são muito parecidas. Mas, quando se vive de perto esse mundo, começamos a notar as diferenças.
O primeiro tipo são as Hotwifes induzidas. Elas não nasceram com esse instinto. Essas seriam completamente felizes numa relação monogâmica. São mulheres que gostam de se apegar a uma única pessoa, mas que pela circunstância de terem casado com um marido Cuckold incentivador, resolveram aceitar experimentar essa experiência. Uma vez que experiementam e gostam, passam a aderir ao estilo de vida.
Nesse exemplo, eu cito a minha ex-namorada. Ela não sentia necessidade de ter relações extra-conjugais. Mas, a partir do momento que eu consenti, e ela experimentou, ela passou a gostar .
O segundo tipo, eu cito a Hotwife Fake, sendo aquela que não consegue se adaptar a esse tipo de relação. Simplesmente, essa mulher não suporta se ver com mais do que um homem. E o incentivo do marido nessa direção apenas vai lhe causando medo e repulsa. A Hotwife fake pode até conseguir agradar o marido dentro do seu fetiche num primeiro momento. Mas, em geral, isso fragiliza o casamento, pois certamente um dos dois lados estará contrariando a sua natureza. Ou a esposa se força a transar com outros; ou ela trava e o marido passa a ficar frustrado por não exercer sua cornitude.
Por fim, cito a ultima categoria: a Fêmea Alfa. Ao contrário da versão masculina, a fêmea alfa é muito pouco comentada. A natureza dessa mulher é a de viver sua vida sempre com mais do que apenas um homem. Há o instinto, desde a nascença, de querer variar de homens, algumas vezes até ao mesmo tempo.
Esse mulher nunca seria completamente feliz numa relação monogâmica. Viveria se castrando, lutando contra seus instintos e com sentimento de culpa por não realizar tudo aquilo que tem vontade. Ou cairia no adultério feminino, tão comum nos dias de hoje.
Nesse último exemplo, cito minha esposa. Todas as vezes que ela viveu uma relação monogâmica, acabou sendo seduzida pela oportunidade de adultério. Comigo, ela se encaixou plenamente, porque ela quer o mesmo que eu, que ela se relacione fora do casamento.
É importante explicar que nem toda fêmea alfa quer sair com um número infindável de homens. Nem toda fêmea alfa gosta de gang bang ou de ficar variando de homem toda hora. O que elas não aceitam é a monogamia.
Além disso, a fêmea alfa costuma ser possessiva. Não gosta de dividir o marido. Exatamente como o típico macho alfa que quer a mulher dos outros, mas não quer dividir a sua. A fêmea alfa tem a natureza similar. Ela quer ter outros homens, mas não gosta que outra mulher experimente seu homem.
A fêmea alfa é o sonho de consumo de todo homem Cuckold. Isso porque dos três tipos de esposa Hotwife, é a fêmea alfa que consegue virar pelo avesso a sociedade patriarcal, em que o macho domina o casamento e faz o que quer, enquanto a fêmea fica submissa e aceita seu papel inferior. Num casamento assim, muitas vezes, o que acontece é o contrário.
É claro que não é fácil achar uma fêmea alfa. Muitas mulheres tem esse instinto e nem sabem que têm. Algumas vivem suas vidas traindo seus parceiros e com peso na consciência por isso. E nem imaginam que existam homens que adorariam viver e assumir uma relação onde elas teriam sua natureza incentivada em vez de condenada.
Todos sabemos que não é fácil achar o parceiro ideal. E no campo da sexualidade, achar o parceiro ideal fica ainda mais difícil quando as pessoas nem sequer conhecem elas mesmas. Se não aceitarmos ou compreendermos as nossas próprias vontades, quem dirá conseguiremos fazer o mesmo com o próximo.
Como seria possível acharmos a pessoa certa pra nossa vida, se nem sequer aceitamos ou compreendemos de verdade nossos desejos mais secretos? Talvez, Esteja aí a origem de muitos problemas conjugais. Quem sabe, o erro não esteja em acreditarmos que possamos mudar o outro. Mas sim, em não conhecermos a nós mesmos e como conseqüência, não sabermos escolher a pessoa certa pra nós.
É claro que por outro lado, existe outro fator complicador. Em teoria, aos machos alfas o melhor destino seria a solteirice. Ou, em último caso, se fossem se comprometer numa relação, deveriam buscar uma Cuckqueen (mulher que gosta de dividir o marido).
Mas, o fato é que existem muito mais machos alfas do que Cuckqueens. Esse desequilíbrio obriga a muitos machos alfas casados caírem no adultério. Já o contrário não é tão verdade assim. Existe um certo equilíbrio entre Fêmeas alfas e Cuckolds. Então esse encontro, quando acontece é extremamente salutar para ambos. Evita muito desgaste com pessoas erradas.
Espero que você saiba reconhecer em você mesmo os seus desejos e os aceite sem preconceito. Esse é o primeiro passo rumo a procura certa do seu par ideal. Boa sorte.

COMENTANDO AS ENQUETES:



Depois de um bom tempo que as enquetes do nosso blog estão no ar, finalmente consideramos que o número de votos delas é suficiente para traçar uma análise sobre os resultados. E é exatamente isso que pretendemos fazer nessa postagem.
Pois bem,  vamos comentar uma a uma. Seguem as maiores percentagens de cada pergunta:

1 – Você visitante é:
Marido Cuckold – 46%
Curioso – 32%
Comedor – 9%

Nos chamou a atenção os 2% apenas de Hotwife visitando o site. Significa que as mulheres ainda não assumiram um papel tão forte na internet, quando o assunto é buscar satisfação sexual. Também nos chamou a atenção os 9% de comedores. É sinal de que a maioria deles ainda não busca compreender os desejos dos casais, mas tão somente buscar sua própria satisfação, sem conhecimento da outra parte. Seduzir é saber agradar. Acho que muitos não entenderam isso ainda. O resumo é que curiosos e maridos Cuckold somaram juntos 78% dos que frequentam nosso blog. Isso repercute em todas as outras enquetes, é claro.

2 – Qual fantasia mais excita o casal?
Cuckold – 49%
Ménage Masculino – 28%
Swing com troca, todos juntos ao mesmo tempo – 9%
Esse resultado nos mostra que 77% dos votantes curte dividir a esposa; seja pelo Cuckold ou pelo Ménage masculino. É claro que se trata de um percentual orientado ao público interessado no blog, que em sua maioria é Cuckold. No universo liberal simples, a estatística provavelmente não seria essa. O Swing ainda é o fetiche mais aceito e difundido.
Ficamos bastante impressionados com os 3% interessados em Swing  cada um ao seu tempo e com quem interessar. Pode parecer um percentual baixo, mas acreditamos que na prática seja ainda muito menor. 3% é muito para quem tem uma mente tão aberta assim. A prática que vemos nas conversas liberais é o jogo do “você só faz com a minha esposa o que eu puder fazer com a sua... tudo ali... na mesma hora”. Já os 2% dos votantes interessados em ménage feminino, acreditamos que reflita a realidade, já que as Cuckqueens são em menor numero que os Cuckolds e ainda não são tão comuns os casais em que se busca apenas uma mulher.

3 – Alguma vez já fantasiou sobre Poliamor?
Fantasio, mas não encontro as pessoas certas para isso – 58%
Já fantasiei, mas acho muito radical pra mim – 20%
Interessante os 10% dos votantes que alegarem viver esse fetiche. Uma votação extremamente alta para o que se espera como a realidade. Talvez, os votantes Cuckolds entendam viver uma relação de Poliamor a 3... É uma interpretação que tentamos fazer, já que trata-se de um fetiche de rara aplicação prática. No Poliamor, ambos são livres para viver relações extra conjugais separadamente, em que geralmente há liberdade inclusive para envolvimento emocional. Num nível mais alto, as pessoas vivem juntas, como num casamento a 3 ou a 4. Dessa definição, e de nossas conversas no meio, concluímos que esses 10% são uma votação alta demais para essa realidade. Mas, a relação Cuckold, entendida como Poliamor a 3, mesmo quando não vivendo juntos... é algo mais comum e isso deve ter boa influência nesses 10%.
Por outro lado, 58% dos votantes afirmaram fantasiar esse fetiche, mas não encontrar as pessoas certas para isso. Acredito que nos enquadramos dentro dessa estatística, já que, minha esposa já tem namorado com envolvimento emocional e eu até tenho liberdade pra ter o mesmo... mas não encontro uma mulher que me interesse, que tenha a mente livre e aceite um homem casado. A não ser que eu queira dizer que vivo num poliamor a 3. Mas, honestamente não acho que seja isso que vale pra gente. Enfim, achamos que essa estatista está dentro da realidade sim. Afinal, como nós, muitos devem passar pelo mesmo.

4 – Em que nível de Cuckold você está:
38% - Está tentando convencer o cônjuge
22% - Fantasia, mas nunca teve coragem de falar no assunto
Ou seja, 60% dos votantes, apesar de todo o interesse no assunto, não realizaram o tal fetiche. É claro, que nosso blog, em muito se destina justamente a esse público. Mas, não deixa de ser espantoso o percentual de pessoas que fantasiam com isso, mas não conseguem por em prática. Os motivos são muitos. Medo de ser mau entendido pelo cônjuge, ou medo de que essa fantasia possa prejudicar a relação; são alguns desses motivos.
Por outro lado, é bom saber que desses votantes que não realizaram o fetiche, a maioria está em processo de convencimento do cônjuge. Claro que desejamos boa sorte e também uma boa estratégia para abordagem do assunto.
O fato é que de todos os votantes, apenas 22% são Cuckolds praticantes. Imaginamos que seja um percentual baixo, visto que nosso blog tem privilegiado justamente esse público.  Em países da Europa, possivelmente o percentual de praticantes seria maior.
5 – Como seu cônjuge reagiu a proposta de aderir ao estilo de vida Cuckold?
38% - Acharam interessante. Mas não colocaram em prática.
35% - Gostaram e iniciaram a experiência.
14% - Odiaram o assunto.
É bastante interessante perceber que o percentual de rejeição por parte do cônjuge esteja por volta de 14%, já que é um valor próximo ao esperado . Nem todas as mulheres aceitam esse tipo de relação. E muitas outras entendem uma proposta como essa de forma equivocada. Algumas se sentem objeto na mão de um marido tarado. Outras, que o marido está arranjando subterfúgio para a traição. E ainda grande parte delas pensa que pode ter haver com falta de sentimento por parte do marido. Enfim, o diálogo é a solução.

6 – O que o casal prefere ter em suas relações:
71% - preferem ter encontros com homens diferentes, sem envolvimento de nenhuma forma,
28% - preferem o tal rolo fixo, com aumento da intensidade em detrimento da variedade.
Certamente que são duas formas de se praticar o Cuckold. Há ainda quem pratique um pouco de cada uma das formas... tendo um fixo e variando outros. Cada forma tem seu prazer. Variar de homem é bom porque o frio na barriga sempre se mantém. A adrenalina é alta. Nunca se sai da fase de conquista. Por outro lado, a cópula homem x mulher acaba sendo menos entrosada e nunca chega ao ápice, que se daria por volta do 6º ao 10º encontro.  Além disso, o risco de contrair doenças aumenta e também a possibilidade de se aborrecer com pessoas sem noção.
De forma contrária, a minoria, prefere reduzir a variedade e aprofundar a relação, aumentando a confiança e a intensidade. Aos que fantasiam com Creampie ou gozo dentro da esposa, essa é a única forma aceitável, a fim de diminuir riscos de doenças.
Muitos temem aprofundar a relação com um rolo fixo devido ao fator envolvimento emocional. É preciso muita sintonia e confiança entre os três para que não aconteça ciúmes, ou mal entendimentos.
A melhor forma de aprofundar uma relação com um rolo fixo se iniciar em sua escolha. Nossa dica é: escolha um homem casado e com relação já estabilizada. É bem mais fácil confiar que sua esposa não vai te trocar por outro quando esse outro não tem como deixar uma esposa com filhos.

7 – O que pensa sobre camisas e acessórios que expõe sobre seu estilo de vida:
62% - Não usaria e nem deixaria o cônjuge usar
17% - Não usaria, mas deixaria o cônjuge
17% - Usaria e deixaria o cônjuge
Nossa conclusão é obvia: vergonha de amigos e família. Uma coisa é viver intensamente o estilo de vida. Outra é se expor a público. Todo fetiche sexual é conduzido assim. Até mesmo a homossexualidade foi por muito tempo e ainda é, nos dias de hoje, praticada em sua maioria no anonimato.
Mas, claro que sempre há aquelas pessoas que temem menos. Não se envergonham tanto assim de seus desejos. Ou possuem menos vínculos familiares ou amizades que justificassem tanto receio.
De qualquer forma, o uso de camisas e acessórios poderia ser praticado em ambientes próprios como boates Swing, por exemplo. Ou em churrascos liberais. Enfim... cada cabeça uma sentença.
8 – O marido tem direito a interferir na escolha do amante?
56% - Sim
43% - Não
Eis uma das enquetes mais polêmicas do nosso blog. Podemos dizer que isso ainda não foi bem definido nem aqui em casa. Afinal, se a esposa fica louca de tesão por um cara, mas o marido não gosta dele? E aí? O que fazer? É direito do marido negar o amante a esposa? É preciso o voto dos dois para que se possa iniciar a relação?
Certamente que quanto maior for a submissão do marido na relação, maior a propensão a ele ceder aos caprichos da esposa.  Por outro lado, é duro ter que deixar sua esposa com alguém que não te desperta interesse em assistir. Afinal, o fetiche não deveria ser do casal?
Mas, haverá também quem diga, o fetiche não é justamente a esposa fazer o que bem quiser, mesmo que o marido não queira. Aliás, na submissão, melhor ainda que o marido não queira.
Enfim, vai depender muito do casal e de até que ponto os fundamentos desse fetiche se aprofundam na vida e nas escolhas de vocês.

9 – O que vocês buscam no amante da esposa?
52% - Homem educado e respeitador.
25% - Homem forte e grande.
21% - Homem sedutor, galante e com iniciativa.
A nosso ver, essa foi a enquete em que o resultado mais trouxe surpresa. Honestamente, não acredito no resultado dessa votação. Até porque, no começo da abordagem de qualquer homem a um casal, a grande maioria se esforça na tentativa de ser o mais educado e respeitador possível.
A maioria das fotos de ménage masculino ou até mesmo Cuckold, observamos homens fortes e musculosos com as esposas. Não acreditamos que haja muito campo para um homem de porte fraco ou até mesmo mediano se oferecer com sucesso como amante aos casais.
Um homem grande, forte e viril de boca fechada... será confundido com um homem educado e provavelmente terá mais sucesso do que o primeiro.
Por obvio que abordagens grosseiras e de mau gosto são deletérias logo num primeiro momento para boa parte dos casais. Aliás, está aí um ponto delicado e controverso na vida dos comedores. Como abordar um casal? Posso ou não chegar humilhando e chamando o marido de corno?
Há quem deteste. Mas, também há quem goste muito. Enfim... a questão é tão complicada na cabeça dos pobres comedores que certa vez, recebemos uma abordagem de um comedor assim:
“ – Bom dia, corno!! Com todo o respeito, é claro!”
Enfim? Pelo sim e pelo não...

9 motivos que dificultam o homem se aceitar como cuckold (corno manso).

Olá, pessoal.

Sei que ficamos muito tempo ausentes. Mas é que a vida é uma correria só. Mesmo assim, consegui esse tempinho pra postar um novo material.
A pergunta que proponho aqui é: Por que é tão difícil para alguns homens se aceitar como Cuckold?
Posta a pergunta, vamos a algumas premissas sobre o tema:



1 – Certas pessoas nasceram pra experimentar novas sensações
2 – O companheirismo é a palavra chave de um marido Cuckold
3 – Alguns homens gostam de foder. E outros de namorar.
4 – Nem todas as mulheres se satisfazem com o papel de "Amélia".
5 – No Cuckold, é preciso aceitar que outro homem pode se deliciar com sua princesinha.
6 – Em qualquer casamento, é fundamental saber apoiar as fantasias da esposa.
7 – Não deveria ser vergonha nenhuma, assumir que quem manda no seu casamento é a esposa.
8 – Pra isso é preciso saber respeitar o espaço da mulher
9 - O foco do pensamento precisa estar no prazer da esposa.

      Pois bem, como o ítem 1 já diz, certas pessoas nasceram para experimentar novas sensações. Se você não é uma delas... nem tente ser Cuckold. Esse fetiche exige de você uma atração pelo inusitado, pelo impensado, pelo absurdo. E é óbvio que a maioria dos homens não tem essa abertura.
      O ítem 2, nem é preciso esclarecimento. Para que o Cuckold funcione direito, o companherismo e a cumplicidade tem que estar em alta na relação. Uma relação sem confiança, certamente será detonada pelo fetiche. Por outro lado, se sua relação resistir ao mundo Cuckold... é porque ela é forte mesmo... não vai terminar por qualquer briguinha ou desentendimento.
     Alguns homens gostam de foder. A sociedade quer patrocinar a ideia de que todos deveriam querer isso. Os filmes apresentam heróis garanhões. É esperado pela sociedade o homem viril e a máquina de sexo. Mas, existem homens mais sensíveis. Homens que gostam de apreciar a feminilidade de forma que não meramente física. Há aqueles homens que gostam de fetiches mais requintados... que sentem prazer de forma diferenciada... muitas vezes esses homens são mal compreendidos e confundidos como gays. Nem todo homem está psicologicamente preparado para encarar a sociedade ou até mesmo sua mulher com essa verdade.
      A "Amélia" pra quem não sabe é aquela mulher da música de Mario Lago e Ataulfo Alves. É a mulher "de verdade" segundo a visão machista do passado. Enfim, mulher pra muita gente tem que ficar atrás de um tanque lavando roupa e cuidando das crianças. Mas, sabemos que nos dias de hoje, isso vem mudando. E não raras são as mulheres que querem mais do que independência financeira: querem também viver intensamente como os homens do passado viviam.. .indo aos cabarés e tendo relações com várias mulheres. Hoje, há mulheres que querem viver relações extra conjugais. A questão toda é se elas vão fazer isso escondida de você ou combinada com você. 
    Muitos homens que iniciam no Cuckold, esperam sentir o prazer da mulher numa relação em que eles não participam. Mas, esquecem que o outro homem também vai desfrutar de um intenso prazer ao ter relação sexual com sua mulher. Quando se dão conta de que estão proporcionando muito prazer a outro homem, eles recuam e voltam atrás da decisão de ser Cuckold. Pois bem, ser Cuckold é aceitar essa verdade. Não há motivo para se sentir lesado por outro homem. Você não deve se esquecer que você também está tendo prazer ao ceder sua esposa. Então, todos ganham.
    Apoiar as fantasias da esposa é um obstáculo que até eu mesmo tive dificuldade. Muitos homens, mesmos os mais Cuckolds que já conheci, só pensam em realizar o seu próprio fetiche. Assim, nós maridos, imaginamos e idealizamos como será a concretização desse fetiche, e colocamos de lado tudo o que a mulher quer. Mas, para o fetiche dar certo, é preciso saber escutar a esposa. Ceder aos desejos dela. E muitas vezes, o que acaba rolando é o desejo da mulher. O que é muito justo, se considerarmos que é ela quem vai atuar ativamente com outro homem. Ela precisa ter voz ativa nas escolhas. O quanto você vai dividir com ela as decisões, só cabem a vocês dois. Mas, se você se colocar como um tirano, so pensando no seu prazer, e negando a ela toda e qualquer decisão sobre o fetiche... saiba que esse fetiche não vai dar certo.
    Até que ponto nós homens podemos aceitar a esposa mandando no casamento? Para uns é mais fácil. Para outros, esse fato fica omitido, disfarçado... ou até... não existe. A relação de submissão só existe no campo do sexo. Na vida cotidiana quem manda continua sendo o marido. É difícil, mas é preciso combinar isso também com sua esposa, a fim de evitar desacordos. 
     Respeitar o espaço da mulher e focar o prazer da esposa são necessidades que exigem muita maturidade e um certo altruísmo por parte do marido. Sabemos que ambas as coisas estão escassas no nosso mundo selvagem. Mas, acredito que não sejam assim tão raras essas qualidades nos maridos verdadeiramente Cuckolds. Os homens que não possuem essas qualidades, podem esquecer o mundo Cuckold. Ele não é pra vocês.